sábado, 1 de junho de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013


sábado, 18 de maio de 2013

A sul sem sol nem calor a menina...

Inspira e deixa chegar os 31.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Madame B.

É incrível a capacidade que ela tem de passar o dia no quarto a olhar para o teto. Pouca luz, nada de musica ou televisão. Por vezes toca só para me pedir que fique com ela e lhe faça companhia, eu chamo-lhe minha Madame B, ela chama-me minha Lady Di. Gosto dela, franzina, com os seus óculos de sol cor-de-rosa sempre postos, os pijamas de cetim, o cabelinho impecável.
Quando se queixa muito de dores eu peço-lhe que diga palavrões, digo-lhe que são analgésicos do melhor. Ela a princípio resistiu à ideia, custou-lhe muito, mas agora diz cáca como ninguém. Eu rio-me dela com orgulho quando o faz, ela ri-se de mim envergonhada, acha mesmo que eu acredito que ela nunca disse palavrões verdadeiros com a sua boca sagrada. Damos as mãos.
- É você que está comigo hoje minha Lady Di?

domingo, 12 de maio de 2013

Mudar é como ser areia e levar com o vento forte, desfaz-se o manto, perde-se o rumo e fica muita coisa a pairar no ar. Fica-se ali ao sabor da velocidade, chocam as partículas  pousamos e levantamos vezes sem conta. Julgamos muitas vezes que vamos andar ás cambalhotas para sempre, a mudar de direcção, a conhecer novos pousos, a desejar ser um manto forte de novo.
Fecho os olhos, sinto o vento forte, frio, prefiro a vê-lo passar, o que sinto na pele fica comigo, entranha-se em mim, transforma-me novamente em rochedo. Sopra vento.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dos doentes especiais

Em criança escrevia o nome dele nos livros, recortava as fotos dele dos jornais, fazia-me palpitar o coração.
Hoje mentalizei-me para conseguir ser profissional, para controlar o riso antes de entrar no quarto e apresentar-me, recebe-lo e cuidar dele sem ter as mãos a tremer.
Como é engraçada e inesperada a vida por vezes.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bem-Vindo Maio

Que sejas alegria, que me tragas boas gargalhadas, que me continues a dar motivos de orgulho, de amor, de esperança. Que me permitas voltar a abraçar os que me fazem falta, a mergulhar no mar e apanhar sol na praia. E que me mantenhas sempre capaz de agradecer todas as coisas boas que chegam até mim, todos os dias.

quarta-feira, 1 de maio de 2013


Ainda bem que há sempre um outro dia. Uma manhã que nasce com a sua própria luz, um novo dia. Porque há noites que parecem deitar por terra todo o brilho que as fez nascer.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meu menino amado que ainda moras dentro da mulher mais maravilhosa do mundo:



Quando estiveres cá fora vais ser loiro loiro, vais adorar Nutella à colherada e vais dançar comigo esta música de mãos dadas e com muitas gargalhadas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ao telefone com ela

 Lembrei-me da frase da Clarice Lispector
"Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar"

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A norte

O vento sopra com uma força que já não me lembrava de sentir.
Todos me chamam "menina", é bom.
Procuro explicações exaustivas para tudo o que sinto, voltei a ter algum medo de conduzir, irrito-me com os vizinhos que não dizem "bom dia", tenho saudades.
Gostava de saber o nome do fenómeno psicológico de parecer encontrar caras conhecidas em todo o lado e no fundo não conhecer ninguém.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

No dia em que vim embora

Estavam todos de pijama e não penteamos os cabelos.
Despedi-mo-nos no jardim e demos abraços sem fim.
Senti um elefante alapar-se no meu peito e quase não conseguia respirar.


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Winterwind

Passei a noite a ouvir o vento.

quarta-feira, 10 de abril de 2013


Há aqueles amigos que nos recebem de braços abertos. Que ficam felizes por nos ter de volta, por estarmos finalmente perto. Há os que nos amam sem barreiras ou contrariedades, mas a uma distância difícil de ser ultrapassada. Há aqueles que não são amigos, mas temos a certeza que se tornarão e há aquelas pessoas que nunca chegarão a sê-lo.
Há já muitas saudades dos amigos verdadeiros que ficaram lá. Dos que partilhavam os dias comigo e me aceitavam com ou sem cafeína no sangue. Há uma solidão ainda a ser readaptada à sua ausência. Há ainda sérias dúvidas de que isso venha a ser possível.
Há amor, amizade, que prevalece aos novos caminhos. Amigos que não só aceitam as nossas opções, como ficam lealmente felizes por nós. O verdadeiro amor é assim, vê o outro partir e chora a sua ausência,  mas fica feliz por ser a liberdade a guiá-lo.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

 
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