e nunca me habituar. Devia fazer exercício mas não consigo, devia cozinhar alguma coisa mas não consigo, devia ler um livro mas não consigo, devia ir passear à beira-mar mas não consigo, devia planear uma viagem mas não consigo, devia ir tomar um café com alguém mas não consigo.
Ninguém, a não ser quem sente isto tudo na pele sabe, como somos mal pagos pelo trabalho incrível que fazemos.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Momentos felizes
A viagem. Comprada de um dia para o outro, correr atrás de um passaporte renovado nas ultimas, correr para apanhar um alfa, chegar a tempo ao aeroporto.
Agradecer a estes amigos que aceitaram e voaram juntos comigo. Sei que algo de bom ficará marcado por este maravilhoso acontecimento, nunca voltamos somente como partimos.
Agradecer a estes amigos que aceitaram e voaram juntos comigo. Sei que algo de bom ficará marcado por este maravilhoso acontecimento, nunca voltamos somente como partimos.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Menininha do meu coração*
Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão
Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei
terça-feira, 29 de abril de 2014
Do que eu gosto mesmo
é da força que nasce dentro de mim em momentos em que não sobra nada, ou quase nada. Podia deitar-me no chão, ficar inerte, continuar a deixar a vida passar um dia após o outro, carregar o peso de me desiludir tantas vezes. Podia continuar a pedir ao meu cérebro que reaja ao despertador, ao meu corpo que se levante, resistir ao esforço que tudo exige de mim, mesmo que seja apenas responder a uma simples mensagem no telemóvel.
Não sou assim. Acredito acredito e acredito que se semearmos amor, colhemos amor. Tenho a certeza disso. Tenho mesmo. Tenho a certeza. Tenho a certeza, que faço falta algures, não sei explicar porquê. Sinto. E por isso não posso parar.
Sei que os caminhos não são feitos apenas de sol e estrelas, nem de abraços e amigos maravilhosos, sei porque tenho aprendido ás custas de mim mesma, que ás vezes para se deitar tudo para o ar e viver a aventura, é porque "tudo" se tornou aos poucos apenas um pequeno nada na minha vida, como uma importância mal empregue.
Perante tudo o que aconteceu, depois de voltas e mais voltas na minha cama, depois de me perguntar tantas vezes se realmente era justo continuar a viver desta forma ou se seria só esta insatisfação crónica que se instalou, senti a felicidade imensa da liberdade bater-me no peito.
Posso não ter alcançado nada do que o plano trazia consigo, outra vez, mas sou livre, livre de me mandar e fazer o que bem entender. Onde quiser. Continuo a ser um passarinho.
E desta forma nasce finalmente um entusiasmo dentro de mim, bastou pensar...e imaginar o impossível. E se o impossível acontecesse.
Não sou assim. Acredito acredito e acredito que se semearmos amor, colhemos amor. Tenho a certeza disso. Tenho mesmo. Tenho a certeza. Tenho a certeza, que faço falta algures, não sei explicar porquê. Sinto. E por isso não posso parar.
Sei que os caminhos não são feitos apenas de sol e estrelas, nem de abraços e amigos maravilhosos, sei porque tenho aprendido ás custas de mim mesma, que ás vezes para se deitar tudo para o ar e viver a aventura, é porque "tudo" se tornou aos poucos apenas um pequeno nada na minha vida, como uma importância mal empregue.
Perante tudo o que aconteceu, depois de voltas e mais voltas na minha cama, depois de me perguntar tantas vezes se realmente era justo continuar a viver desta forma ou se seria só esta insatisfação crónica que se instalou, senti a felicidade imensa da liberdade bater-me no peito.
Posso não ter alcançado nada do que o plano trazia consigo, outra vez, mas sou livre, livre de me mandar e fazer o que bem entender. Onde quiser. Continuo a ser um passarinho.
E desta forma nasce finalmente um entusiasmo dentro de mim, bastou pensar...e imaginar o impossível. E se o impossível acontecesse.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
1
Eu ainda não li nem ouvi nada que definisse isto que sinto quando penso na minha saudade. Na saudade que trago cá dentro, que não é boa nem é má, que nuns dias me pesa e noutros me sustenta. Que me faz tantas vezes sentir tristeza e por outras gratidão.
Eu ainda não sei definir esta minha saudade, esta que faz doer, doer o corpo, as costas a cabeça, o coração. Esta saudade que não me deixa ainda concentrar no passar do tempo, no trabalho, no futuro, no hoje, no agora. Eu ainda só quero que me deixem estar. Que me deixem chorar pelos cantos, ou rir à gargalhada no minuto seguinte se assim tiver que ser.
Carrego saudade, sinto-a, chamo-a assim, mas é só minha, ninguém a sente como eu a sinto e eu precisava tanto de saber, de saber se alivia, se se torna noutra coisa. Não falo de amor, falo de saudade. Isto aqui, que não cabe no meu coração e se espalha por mim, que me faz sentir pesada, que me prende os ombros, que me rouba o sono. Não falo de recordações, falo de saudade. Esta saudade.
Eu ainda não sei definir esta minha saudade, esta que faz doer, doer o corpo, as costas a cabeça, o coração. Esta saudade que não me deixa ainda concentrar no passar do tempo, no trabalho, no futuro, no hoje, no agora. Eu ainda só quero que me deixem estar. Que me deixem chorar pelos cantos, ou rir à gargalhada no minuto seguinte se assim tiver que ser.
Carrego saudade, sinto-a, chamo-a assim, mas é só minha, ninguém a sente como eu a sinto e eu precisava tanto de saber, de saber se alivia, se se torna noutra coisa. Não falo de amor, falo de saudade. Isto aqui, que não cabe no meu coração e se espalha por mim, que me faz sentir pesada, que me prende os ombros, que me rouba o sono. Não falo de recordações, falo de saudade. Esta saudade.
domingo, 16 de março de 2014
Meu pai
Já tenho tantas saudades. E tenho medo de me esquecer da
tua voz quando me chamavas joinha.
Cuidar de ti nos últimos dias da tua vida foi a missão mais
importante da minha. Não foi preciso prepara-me para nada, o meu amor por ti
fez tudo sozinho.
Ainda te tenho abraçado a mim, ainda sinto as tuas mãos nas
minhas.
Fica comigo, fica aqui comigo para sempre.
Amo-te meu pai.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
L.
Vi-os ao fundo do corredor abraçados, encaixados um no
outro, minutos seguidos, pareciam uma escultura. Ela pequena envolvida nos
baços dele, com a cabeça encostada ao seu peito, como se estivesse a ouvir-lhe
o coração. Ele repousava levemente a sua cabeça sobre a dela, e todo o seu corpo
a envolvia naquele abraço, como se os braços os amarrassem, os corpos os unissem
e dois corações juntos conseguissem suportar o que para um é tão difícil.
Lembro-me de ter lido num livro, que um médico para
tranquilizar uma mãe que corria o risco de perder um segundo filho pela mesma
doença lhe disse “um raio não cai duas vezes na mesma árvore”. Mas cai. A vida
às vezes consegue ser tão madrasta que pensamos que mais nada de mal nos poderá
acontecer, mas acontece. Pensamos que não é justo, que merecemos ser felizes,
merecemos que as coisas corram bem, merecemos ter sorte, como outro qualquer.
Estes dois irmãos estão a ver a mãe morrer, meses depois de
terem perdido o pai. Meses depois de uma perda sem tamanho, a vida prega-lhes
outra partida com um sem tamanho ainda maior. Onde está a justiça?
Vê-los assim, um para o outro, apenas um para o outro, sem
mais ninguém, fez-me abrir os olhos. Não que eu os tivesse fechados, não que eu
me sinta à partida uma vítima de um mundo injusto, mas porque compreendo ainda
mais as bênçãos que me rodeiam. Não gosto de justificar a obrigação por ser
feliz com a célebre expressão “há sempre quem tenha menos” “há sempre quem
tenha motivos para sofrer muito mais”. Prefiro pensar que tudo é um desafio.
Que as experiências inevitáveis que atravessam repentinamente a nossa vida são
um desafio, e que muitas vezes as minhas emoções, os meus medos e até a minha
dor serão levados a um novo limite. E outro limite será criado, e outra
fronteira do que é suportado surge. Viver também é isto, enfrentar. Enfrentar o
que for, o que vier.
Vem aí um novo ano e não vou à partida rotulá-lo de
triste. Apesar do desafio ser grande, de eu desejar todos os dias simplesmente
fazê-lo desparecer, não tenho por onde fugir. E a imagem destes irmãos
abraçados será certamente uma inspiração. Somos capazes de tanto, somos capazes de sempre mais, se de tudo
retirarmos o que houver e for preciso absorver.
Desejei abraçá-los. Sãos os dois tão bonitos, tão silenciosos,
tão cúmplices. Ficam aqui guardados para sempre.
sábado, 7 de dezembro de 2013
três anos depois do dia zero
Esteve um dia de outono lindo com muito sol. Encontrei o teu pai e dei-lhe um beijo.
Temos saudades tuas.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
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